FICHA TÉCNICA
TITULO ORIGINAL: Vatel
ANO: 2000
PAIS DE ORIGEM: França/Reino Unido
IDIOMA: Inglês
DURAÇÃO: 119 min
ROTEIRO: Jeanne Labrune/ Tom Stoppard
TRILHA SONORA: Enrio Moricone
DIREÇÃO: Rolland Joffé
ELENCO: Gerard Depardieu; Uma Thueman; Tim Roth; Julian Glover; Julianh Sands

COMENTÁRIO
Baseada em fatos reais, a história se passa na França do século XVII, no palácio de Chantilly. O príncipe de Condé (Julian Glover), que passa por dificuldades financeiras, resolve promover uma estadia suntuosa para o rei Luis XIV (Julian Sands), e toda a corte de Versailles, durante um fim de semana em Chantilly, na tentativa de, em caindo nas graças do rei, obter a ajuda que necessita para sair da crise em que se encontra. No entanto, o sucesso desta recepção depende principal e quase que totalmente do desempenho de Vatel (Gerard Depardieu), uma espécie de chefe de cerimônias do príncipe, o qual existiu na verdade, como “atendente” do mesmo.
Em meio às tramas políticas encabeçadas pelo Marquês de Lauzun (Tim Roth) e ao desenrolar da primorosa recepção, destaca-se toda a sensualidade dos encontros entre Vatel e Anne de Montausier (Uma Thurman), uma sensualidade que não se deixa reger pela libido, mas sim pela admiração mutua e pela cumplicidade de romantismo.
Embora a trilha sonora conserve toda a qualidade que cabe a Enrio Morricone, os figurinos estejam impecáveis, e a direção de arte tenha conquistado um César e sido indicada ao Oscar, o roteiro não chega a inspirar elogios, e por isso a atuação não vai além do trivial, abrindo uma exceção, é claro, para Depardieu, que se encaixa como uma luva no personagem, e do qual transpira toda a emoção que pode ser delegada a este filme. Vatel é um artista que faz a alma desabrochar num êxtase de todos os sentidos. A tecnologia e criatividade, empregadas nas apresentações feitas para o deleite visual e auditivo da corte francesa, são magníficas e inovadoras para a época, mas a verdadeira poesia de Vatel é exalada na cozinha e derramada sobre os alimentos, para depois ser declamada em aromas e sabores que arrancam suspiros ao paladar. Vatel é um regente, no comando de uma orquestra onde os ingredientes são os instrumentos, enquanto a sua sensibilidade e criatividade determinam com magistral precisão, as notas que comporão a sinfonia a ser saboreada. É inevitável envolver-se pelo momento em que ele, como sensível artesão confeiteiro, inspirado pela paixão por Anne Montausier, esculpe em açúcar, uma jarra com duas flores.

Comentário de Cris da Silva

° Amor Está Na Mesa (O)
° Bagdá Café
° Banquete De Casamento (O)
° Casamento Do Meu Melhor Amigo (O)
° Cheiro De Papaia Verde
° Chocolate
° Comer, Beber, Viver
° Comilança (A)
° Como Água Para Chocolate
° Conspiração (A)
° Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher E O Amante (O)
° Delicatessen

° Festa De Babette (A)
° Grande Noite (A)
° Horas (As)
° Jantar (O)
° Jantar Entre Amigos
° Marvada Carne (A)
°PsicopataAmericano
° Sabor Da Paixão
° Simplesmente Irresístivel
°Simplesmente Marta
° Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti
° Tomates Verdes Fritos
° Último Jantar (O)
° Vatel
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