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Apesar
de existirem desde a Antiguidade, somente em 900 a.C, os licores passaram
a ser produto da fermentação do álcool, (método
inventado pelos árabes). Até então, estes consistiam
apenas em álcool adocicado, ao qual se adicionava xaropes e ervas,
para dar gosto.
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No século
15, a Peste Negra espalhou-se pela Europa, e então, os licores
tiveram sua importância como medicamento.
A sua fabricação, a princípio caseira, acabou se
industrializando no século 19, com o crescimento da própria
indústria de destilação.
Ao contrário do que poderíamos imaginar, os licores não
iniciaram toda a sofisticação na França, mas esta,
para lá foi levada, pela Rainha Catarina de Médicis, após
uma visita à Itália.
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Os
licores mais simples são feitos à base de álcool,
xarope de açúcar, e a essência que lhe fornece o
sabor. Já os mais sofisticados, se compõem de destilados
e frutas, ervas ou grãos, que se misturam ao álcool por
maceração ou infusão.
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Por ser
um bom digestivo, é ideal para após as refeições.
Deve ser servido em pequenos cálices.
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Alguns
tipos de licores:
Amaretto: sabor de amêndoas. Produzido na Itália
pela primeira vez em 1525 (Saronno). Pode ser usado como ingrediente
para sobremesas ou pratos salgados.
Bénédictine: composto de 27 ervas. Criado na Normandia
(França) por monges beneditinos. Por ter um sabor amadeirado,
pode ser usado tanto em doces como salgados.
Chartreuse: composto a partir de 130 ervas e especiarias. Criado
no século 16 por monges franceses, que mais tarde se exilaram
na Espanha. Hoje, apenas 3 monges conhecem a sua fórmula.
Cointreau: seu sabor vem da casca de pequenas laranjas verdes,
originárias da ilha de Curação, a qual dá
o nome ao licor que serve como base para esta bebida de teor seco.