Mesmo
quando a história da humanidade começava a traçar
suas primeiras linhas, e o homem de então, de aparência
grotesca e hábitos primitivos, parecia comer para satisfazer
apenas uma necessidade fisiológica, a alimentação
já tinha um papel cultural e social. Era caçando o alimento,
que o homem mostrava sua força e destreza, e era ao dividir este
mesmo alimento com sua familia ou comunidade, que o mesmo homem desempenhava
o seu papel de provedor.
Alimentando-se,
sózinho, em pequenos ou grandes grupos, determinado por aquilo
que come e como o faz, está todo um contexto social e cultural.
Não
anulando todo o prazer que pode envolver o paladar em um ritual, numa
refeiçaõ a sós, esta, quando degustada em grupo,
assume o papel de uma celebração, onde se alimenta o corpo
e a alma. Por isso, ao longo da história, os banquetes sempre
tiveram relevante importância, mesmo que não transcrita
em documentos históricos. Com o passar do tempo, diversas culturas,
foram fazendo das refeições mais intimas e familiares,
uma ocasião para confraternização, onde se vai
ao encontro de momentos agradáveis, retribuindo aos que contribuiem
para isso, com uma viagem pela magia do paladar.